Por uma vaga na final da Taça Libertadores 2011, o Santos disputará dois jogos contra o Cerro Porteño-PAR esperando manter a escrita de nunca ter perdido para os paraguaios em jogos válidos pela competição continental. O jogo da próxima quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no Pacaembu, será o quinto encontro das duas equipes na história do torneio. Até então, dois empates e duas vitórias alvinegras. O jogo de volta será na quarta seguinte, dia 1º e junho, em Assunção.
Aliás, foi em cima do Cerro que o Santos aplicou a maior goleada da história do Libertadores. No dia 28 de fevereiro de 1962, na Vila Belmiro, jogo válido pela primeira fase, o time alvinegro fez 9 a 1. O ex-ponta esquerda Pepe, autor de dois dos nove gols santistas, dono de uma memória privilegiada, lembra bem daquela partida.
- Foi uma jornada memorável do Santos. Aquele nosso time jogava por música mesmo. Mas, no início da partida, tivemos alguma dificuldade - conta.
O Santos saiu na frente logo aos sete minutos. Num forte tiro de canhota em cobrança de falta, sua especialidade, Pepe abriu o placar. Curiosamente, o goleiro Pérez ignorou a patada de Pepe, não por acaso conhecido como Canhão da Vila. Resolveu não formar barreira.
- Ele mandou abrir. Vai ver ele não me conhecia (risos) - relembra o segundo maior artilheiro da historia alvinegra, com 405 gols.
No entanto, Insfrán empatou aos 20 minutos. Pepe conta que Pelé começou o jogo no banco, poupado por causa de dores no joelho. O técnico Lula, sentindo que os paraguaios poderiam engrossar, mandou o Rei a campo aos 32 minutos, no lugar de Pagão. E aí o massacre começou a se desenhar.
Coutinho marcou aos 35 minutos. No segundo tempo, o Cerro não viu a cor da bola. Os gols saíam rápida e inapelavelmente.
- No segundo tempo, nós embalamos. Éramos muito entrosados e as jogadas saíam fáceis. Foi um desses jogos inesquecíveis. Não havia como o Cerro nos segurar - conclui Pepe.
Esse jogo foi disputado três dias depois do primeiro encontro entre as duas equipes pela Taça Libertadores de 1962. Em Assunção, 1 a 1. No fim, o Santos conquistaria o título, vencendo o Peñarol na decisão. Em 2011, foram disputados os outros dois jogos da história de Santos x Cerro, ambos pela fase de grupos. Na Vila Belmiro, 1 a 1. No estádio La Olla Azulgrana, na capital paraguaia, 2 a 1 para o Peixe.
| Laércio, Lima, Getúlio e Olavo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Pagão (Pelé), Coutinho e Pepe. | Pérez, Cantero, Idalino Monges, Breglia, Monnin, Martínez, Pavón, Insfrán, Saguier, Pablo Rojas e Joel Cabreta |
| Técnico: Luis Alonso Peres "Lula" | Técnico: Vessilio Bártoli |
| Gols: Pepe, 7, Insfrán, 20, Coutinho, 35 do primeiro tempo; Coutinho, 9 e 15; Pelé, 21 e 44; Dorval, 24, Zito, 35, e Pepe, aos 41 minutos do segundo tempo. | |
| Local: Vila Belmiro. Data: 28/2/1962 | |
| Árbitro: José L. Praddaude (ARG) | |

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